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Adubação Racional…

Adubação Racional ...

Eleva a qualidade nutricional e a produtividade do feijão-de-corda

O aumento da produção de algodão, arroz, feijão e sorgo também explicam esse recorde de produção.

As culturas de primeira safra responderam bem às condições climáticas, apesar do início de safra sem chuvas, e, de maneira geral, apresentam rendimento superior ao da safra passada. As lavouras de soja recuperaram e, com a colheita finalizando, estima-se uma produtividade superior à da safra passada, quando importantes estados produtores sofreram com estiagem.

No Rio Grande do Sul, a falta de chuvas beneficiou as lavouras de arroz, promovendo um dos melhores rendimentos na série histórica.

Arroz

Nas últimas safras, a área cultivada com arroz vem diminuindo, sobretudo em áreas de sequeiro. Apesar da redução nos últimos anos, a maior proporção do plantio em áreas irrigadas, que geram maiores produtividades, e o contínuo investimento do rizicultor em tecnologias, vêm permitindo a manutenção da produção, ajustada ao consumo nacional.

A expectativa de produção para esta safra é de 10,57 milhões de toneladas, aumento de 1,2% em relação à safra passada. A produção nacional de arroz tem sua maior concentração na Região Sul, responsável por mais de 80% da oferta nacional.

No Rio Grande do Sul, a colheita evoluiu significativamente em março, com mais da metade da área colhida. A alta incidência de radiação solar deve favorecer as lavouras semeadas fora do período preferencial para a cultura.

Feijão

Por ser uma cultura de ciclo curto, o feijão possibilita o plantio em até três momentos durante a temporada, na busca pelo equilíbrio no abastecimento. Na primeira safra deste ano, a área é estimada em 926,5 mil hectares, crescimento de 0,4% em relação à safra passada. A previsão de uma produtividade maior deverá resultar em uma produção de 1,07 milhão de toneladas, 8,3% maior que na última safra, que sofreu com os problemas decorrentes das adversidades climáticas e prejudicaram a produção.

A área de feijão primeira safra vem diminuindo ao longo das últimas safras, principalmente pela competição com outras culturas, como soja e milho, e também devido ao momento da colheita coincidir, muitas vezes, com o período chuvoso, acarretando problemas de qualidade do produto.

Já o feijão segunda safra deverá ter uma área plantada de 1,4 milhão de hectares, 1,1% menor que a área da safra passada. A atenção se volta para as condições climáticas apresentadas na Região Sul, que já prejudicaram o potencial produtivo das lavouras.

Data de Publicação: 16/04/2020 às 17:40hs
Fonte: Assessoria de Comunicação da Climatempo

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Otimismo Brasileiro

Otimismo...

No Feijão Brasileiro após Convenção Mundial dos Pulses

A Global Pulse Confederation – GPC – é a instituição que representa toda a cadeia dos Pulses mundialmente. São produtores, pesquisadores, profissionais de logística, comerciantes, exportadores e importadores, e junto aos órgãos governamentais, demais organizações e consumidores. Anualmente, a GPC reúne, em uma grande convenção, delegados envolvidos com o incremento do consumo e comercialização dos Pulses.

O Brasil foi escolhido para sediar a convenção da GPC 2019. Sendo assim, nosso país recebeu, no Rio de Janeiro, de 10 a 13 de junho, delegados de todo o mundo. O objetivo era discutir assuntos de grande interesse ao mercado mundial de Pulses. Porém, o maior congresso mundial do setor acontecendo pela primeira vez no Brasil não é por acaso. Ocorreu pela articulação do IBRAFE – Brasileiro do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais – e do CBFP – Conselho Brasileiro do Feijão e Pulses.

Com isso, o evento reuniu mais de 600 pessoas de 45 países. E o 7° Fórum Brasileiro do Feijão foi a programação especial da Convenção, no dia 13 de junho.

Otimismo

Conforme o IBRAFE, imagem dos Pulses saiu fortalecida no País que tem o Feijão como símbolo da gastronomia, e ser um dos maiores consumidores mundiais. Também, o tradicional networking que ocorre nas convenções do GPC foi especial. Havia um ar otimista e alegre no ar, apesar dos sempre presentes desafios inerentes à responsabilidade de alimentar o mundo.

A tendência global é de aumento no consumo de Pulses, Feijão, Ervilha, Lentilha e Grão-de-bico, o que justifica o otimismo. Desta forme, listam-se aqui pelo menos cinco razões básicas que dão ao setor um horizonte bastante promissor:

1- A sustentabilidade do planeta e da vida humana depende de o consumo de Pulses aumentar para 75 gramas por dia. A fonte é a prestigiada revista Lancet. Portanto, isto significa mais do que dobro do que o brasileiro consome de Feijões hoje. A melhor forma de fixar nitrogênio no solo e a menor taxa de conversão de recursos naturais por quilo de proteína é de longe alcançada pelos Pulses.
2- A onda de veganismo ganha adeptos a uma velocidade nunca vista. Atualmente, só no Brasil há 30 milhões de veganos, número que cresce mais de 20% ao ano. Além disso, há os adeptos da segunda-feira sem carne. Isso contribui em muito para o aumento de consumo de Pulses, pelo menos uma vez a mais na semana.
3- Há a necessidade de “conter a migração”. Para isso, é preciso que se aumente a produção de alimentos.
4- Os Pulses se tornam matéria-prima para uma infinidade de subprodutos. Investimentos no Canadá e na Austrália ocorrem em parcerias com universidades, governo, produtores e indústrias. O fenômeno já está chegando no Brasil.
5- Comprovando as previsões, a China está diminuindo a produção de vários Feijões e vai se tornando importadora. Já ocorreram passos importantes com autoridades do governo chinês para estabelecer acordos para a exportação de volumes crescentes de Feijões.

O futuro

Durante a Convenção do Brasil, uma nova presidente foi eleita para presidir a GPC, Cindy Brown. Ela é empresária e produtora de Feijão-vermelho nos Estados Unidos. Cindy tem sido uma grande incentivadora de ações que contribuam para aumento do consumo de Pulses. Com isso, o protagonismo da GPC será ainda maior na gestão da nova presidente.
Os painéis da Convenção Mundial da GPC envolveram 57 especialistas e debatedores. Eles construíram o panorama para os próximos meses nos Pulses com maior volume de negócios ao redor do mundo. O Fórum do Feijão discutiu as necessidades e o mercado interno de Pulses, apresentando as novidades do setor.
Por fim, o IBRAFE é o representante do Brasil no Conselho Executivo da GPC e o realizador do Fórum do Feijão. Em junho de 2020, em Cuiabá, acontecerá o 8º Fórum Internacional do Feijão, Pulses e Colheitas Especiais. Este será um evento internacional de três dias com delegações de vários países. Você é convidado para participar desse evento e da rápida evolução da cadeia de Feijão e de Pulses do Brasil.

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Mercado do Feijão

Mercado do Feijão

Oferta de feijão para os próximos 3 meses será menor do que a média histórica de consumo, mantendo preços firmes para o carioca.

Após bater a casa dos R$ 300 a saca, os preços do feijão recuaram para a média de R$ 250, R$ 260, valores que devem se manter firme para os próximos três meses ainda assim continuam interessantes para o produtor, segundo o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses (Ibrafe), Marcelo Lüders. Ele afirma que até agosto, setembro, o momento será interessante para o produtor, mas para previsões para após esse período, será preciso esperar como o mercado estará até março de 2020 para fazer projeções.

Ele explica que o momento interessante para o produtor de feijão se deve, principalmente à oferta menor que a demanda no país, mesmo com o produto paulista somado à safra paranaense, que deve chegar em breve no mercado.

De acordo com ele, se o preço tivesse R$ 300 em São Paulo, a reação seria fatalmente de queda do valors, independente do tamanho da colheita do Paraná. Se os preços estão mais baixos, menos especulados, não ocorre um impacto tão grande nos preços, porque o Paraná diminuiu a área plantada.

— “Como os produtores sabem que a coberta vai ser curta lá em janeiro/fevereiro, eles não têm pressa de vender. Os produtores têm administrado muito bem essa questão. Eles sabem o quanto existe de feijão a ser colhido e quanto é consumido normalmente”, afirma.

Segundo ele, ainda que haja essa valorização hoje de R$ 6, R$ 7, R$ 8 o preço do feijão carioca, o consumo pode migrar para o feijão preto, que está mais barato, ou outras variedades. Ainda assim vai existir uma pressão em cima do feijão carioca até a colheita em março.

Para que haja uma diminuição substancial de preços entre janeiro e março, Lüders explica que seria preciso uma conjunção de fatores, como uma área maior plantada, volume de estoque maior, de mais produto colhido na segunda e terceira safra.

— “Muitas vezes a gente tem uma segunda safra com preços baixos, e quando chega lá no final da terceira, a gente vê produtores grandes vendendo em janeiro, fevereiro e março seus estoques. Esse ano não existe isso, o consumo de feijão vai ser daquilo que estiver sendo colhido. Ele vai saber administrar, e se os preços caírem, vai ser muito rápido”, diz.

DIVERSIDADE

Uma das dicas de Lüders para o produtor de feijão é apostar na diversidade de grãos. Não só as lavouras de soja foram atingidas pelas chuvas intensas nos Estados Unidos, mas também os produtores de feijão do norte do país. O México passou por problemas climáticos como estiagem e, depois, fortes chuvas, e já apontam a menor safra de feijão talvez dos últimos 20 anos. A produção de grão de bico mexicana também foi prejudicada.

— “Aí vai um alerta para os produtores que tem consições de plantar em sequeiro os feijões caupis que são rápidos, 60 dias. Nós também lembramos aos estados de Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Piauí, Maranhão, Bahia, para olhar para o mercado dos ignas com carinho”.

Outro ponto ressaltado por ele é que a China já está importando feijão de outros países, algo que era esperado para acontecer daqui dois ou três anos. “Isso mostra que 2020 vai ser diferenciado, um ponto fora da curva, em que o mercado importador do mundo se volte mais para o brasil, e está na hora de aproveitar essa alternativa”.

Para ele, é importante valorizar as variedades preto, rajado, mung, azuki, caupi, guariba, entre outros.

Por: Aleksander Horta e Letícia Guimarães
Fonte: Agrotícias Agrícolas

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