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Plano Nacional

Plano Nacional

Veja como colaborar com a execução do Plano Nacional do Feijão, por Ibrafe

Começou a surgir mais rapidamente do que poderia se esperar reações à carta aberta. Lembre-se que sexta-feira a primeira reação veio da ministra Tereza Cristina, que convocou a Câmara Setorial e resultou na reunião no dia 30 de março, próxima segunda-feira, às 14h (link em breve). Um detalhe importante é que envolve diretamente você. Precisamos, independente do seu setor dentro do Feijão, do seu elo da cadeia, que você esteja presente nessa reunião. Será fácil, será on-line, e você terá acesso para assistir dentro da Câmara Setorial. Você e suas lideranças vão se expressar sobre pontos importantes e colaborar com a execução do Plano Nacional do Feijão com foco no momento crítico. O apoio está pipocando de todos os lados. Já deu certo, a Causa Social do Feijão já existe.

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Ibrafe

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Feijão por Ibrafe

Feijão por Ibrafe

Com estabilidade de preços, lotes maiores começam a ser negociados

Apesar da sequência de relatos de menor volume de vendas no varejo e de que, diante disso, os produtores teriam que ceder mais no preço, aceitando ofertas abaixo de R$ 250 em Minas Gerais e abaixo de R$ 230 em Goiás, até o momento isso não aconteceu.

A colheita no sertão da Bahia mais uma vez não fez diferença na oferta de Feijão-carioca, tanto que os preços se mantiveram lá no mínimo em R$ 250 e por Feijão com muitos defeitos, sem uso de tecnologias, que atende muito mais às feiras semanais que ocorrem no interior do que o Feijão empacotado em redes de supermercados.

O piso de R$ 250, para Feijão-carioca, base Minas, tem animado pouco os produtores. No estado de São Paulo houve empacotadores daquele estado ofertando entre R$ 280/290.

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Ibrafe

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Feijão Ralado

Feijão em Alta

Segundo IBRAFE, tem mantido bom fluxo de negócios.

O Feijão-rajado tem mantido boa performance. Com os contratos, os produtores garantiram boa remuneração e ainda contribuíram para que o mercado ficasse mais enxuto, o que tem permitido que os preços chegassem a R$ 300 nas últimas negociações. Muitos produtores ao perceberem que os preços recuaram passaram a correr atrás dos compradores. Suspeitando que isso possa ser o prenúncio de uma queda mais acentuada dos preços, trataram de garantir ao redor de R$ 250, o que, convenhamos, é um preço extremamente interessante. Este movimento abasteceu os empacotadores e até mesmo diversos atravessadores. Se, de um lado, isso distancia os preços do Feijão-carioca dos R$ 300, por outro lado, dá margens a se esperar que mais à frente a oferta poderá ser ainda menor. Veja o gráfico abaixo.

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Ibrafe

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Minas e Mato Grosso

Feijão em Alta

Minas e Mato Grosso venderam mais de 50% da produção.

Mais um dia de mercado com poucos negócios. Com 65/70% do Feijão de Minas Gerais já vendido e Mato Grosso com cerca de 50%, os compradores começam a procurar lavouras em São Paulo que possam ser colhidas nos próximos dias. Boa parte deste estoque do Mato Grosso e Minas Gerais é de produto que o produtor afirma que poderá esperar de 3 a 4 meses até que o valor ofertado lhe interesse. Se sobe, o varejo perde a pressa, se cai, o produtor prefere esperar. Algumas mídias têm trazido notícias sobre a diminuição da frequência de consumo de arroz e Feijão. Por outro lado, o arroz já não tem sido dono de manchetes e o Feijão, com esta esfriada, tende a ter mais compradores a qualquer momento.

 

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Ibrafe

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Mais resistência…

Mais resistência...

Feijão superprecoce é mais resistente

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) atualizou os dados da safra de grãos 19/20 em mais um boletim de levantamento divulgado nesta terça-feira (11). O Brasil caminha para um novo recorde. A produção de grãos deverá fechar em 253,7 milhões de toneladas, um crescimento de 4,8% sobre a safra passada ou 11,6 milhões de toneladas sobre a produção da safra passada. O número é maior do que a previsão de julho que também era um recorde na casa de 251 milhões de toneladas.

 

Soja e milho

A soja e o milho são as culturas que puxam esse número, responsáveis por 90% da produção nacional. A oleaginosa já tem garantida a produção recorde estimada em 120,9 milhões de toneladas,  com  ganho de 5,1%. A área plantada foi de 36,9 milhões de hectares. A maior produtividade foi registrada no Distrito Federal, com 3,9 kg/ha. O maior produtor segue sendo Mato Grosso seguido de Paraná e Goiás.

Com o final próximo da colheita da primeira e segunda safra das commodities, o estudo passa a analisar as culturas de terceira e de inverno. O milho total tem recorde assegurado pelos seus 102,1 milhões de toneladas. A primeira safra encerrou em 25,6 milhões de toneladas. A segunda safra caminha para o fechamento apenas dependendo de 1,5% da contribuição das lavouras cultivadas na região do Sealba (Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia). A safrinha é estimada em 74,9 milhões de toneladas. A terceira safra, plantada em cinco estados, deve fechar em 1,5 milhões de toneladas. A área plantada total está em 18,5 milhões de hectares.

 

Culturas de inverno

As culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada trigo e triticale) finalizam o plantio neste mês. A estimativa é de crescimento de 12,1% na área plantada. O destaque fica para o trigo que vem ganhando mais espaço em terras brasileiras. 

A área plantada cresceu 14,1% e alcançou  2,33 milhões de hectares. Se a safra correr bem a expectativa também é recorde: 6,8 milhões de toneladas. O Brasil só ultrapassou a marca dos 6 milhões de toneladas de trigo em 4 ocasiões na série histórica, sendo esta a maior, caso se confirmem as estimativas. A maior produção é esperada no Paraná, cerca da metade do volume total.

Algodão, arroz e feijão

O algodão aumentou em 5,4%, prevendo uma produção de 2,93 milhões de toneladas de pluma. A área plantada é de 2,6 milhões de hectares.

O arroz deve crescer 6,6% e colher 11,2 milhões de toneladas. Dessas, 10,3 milhões em áreas de cultivo irrigado. Há  boas perspectivas de mercado, com exportações recordes e crescimento do consumo interno, o que leva à redução nas estimativas de estoques de passagem do setor. Para a safra atual, com uma balança comercial superavitária estimada em 400 mil toneladas e crescimento do consumo, projeta-se preço elevado ao longo de todo o período de comercialização da nova safra.

 

O feijão total cresceu 5,4%, alcançando 3,18 milhões de toneladas, dependendo da terceira safra que está em fase de colheita. Mais da metade dessa colheita (1,9 mi t) é da espécie comum cores.

 

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Grãos récordes…

Grãos Récordes...

Produção de grãos bate novo recorde

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) atualizou os dados da safra de grãos 19/20 em mais um boletim de levantamento divulgado nesta terça-feira (11). O Brasil caminha para um novo recorde. A produção de grãos deverá fechar em 253,7 milhões de toneladas, um crescimento de 4,8% sobre a safra passada ou 11,6 milhões de toneladas sobre a produção da safra passada. O número é maior do que a previsão de julho que também era um recorde na casa de 251 milhões de toneladas.

 

Soja e milho

A soja e o milho são as culturas que puxam esse número, responsáveis por 90% da produção nacional. A oleaginosa já tem garantida a produção recorde estimada em 120,9 milhões de toneladas,  com  ganho de 5,1%. A área plantada foi de 36,9 milhões de hectares. A maior produtividade foi registrada no Distrito Federal, com 3,9 kg/ha. O maior produtor segue sendo Mato Grosso seguido de Paraná e Goiás.

Com o final próximo da colheita da primeira e segunda safra das commodities, o estudo passa a analisar as culturas de terceira e de inverno. O milho total tem recorde assegurado pelos seus 102,1 milhões de toneladas. A primeira safra encerrou em 25,6 milhões de toneladas. A segunda safra caminha para o fechamento apenas dependendo de 1,5% da contribuição das lavouras cultivadas na região do Sealba (Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia). A safrinha é estimada em 74,9 milhões de toneladas. A terceira safra, plantada em cinco estados, deve fechar em 1,5 milhões de toneladas. A área plantada total está em 18,5 milhões de hectares.

 

Culturas de inverno

As culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada trigo e triticale) finalizam o plantio neste mês. A estimativa é de crescimento de 12,1% na área plantada. O destaque fica para o trigo que vem ganhando mais espaço em terras brasileiras. 

A área plantada cresceu 14,1% e alcançou  2,33 milhões de hectares. Se a safra correr bem a expectativa também é recorde: 6,8 milhões de toneladas. O Brasil só ultrapassou a marca dos 6 milhões de toneladas de trigo em 4 ocasiões na série histórica, sendo esta a maior, caso se confirmem as estimativas. A maior produção é esperada no Paraná, cerca da metade do volume total.

Algodão, arroz e feijão

O algodão aumentou em 5,4%, prevendo uma produção de 2,93 milhões de toneladas de pluma. A área plantada é de 2,6 milhões de hectares.

O arroz deve crescer 6,6% e colher 11,2 milhões de toneladas. Dessas, 10,3 milhões em áreas de cultivo irrigado. Há  boas perspectivas de mercado, com exportações recordes e crescimento do consumo interno, o que leva à redução nas estimativas de estoques de passagem do setor. Para a safra atual, com uma balança comercial superavitária estimada em 400 mil toneladas e crescimento do consumo, projeta-se preço elevado ao longo de todo o período de comercialização da nova safra.

 

O feijão total cresceu 5,4%, alcançando 3,18 milhões de toneladas, dependendo da terceira safra que está em fase de colheita. Mais da metade dessa colheita (1,9 mi t) é da espécie comum cores.

 

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Safra de feijão…

Safra de Feijão...

Safra de feijão será maior

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta terça-feira (11) o 11º boletim de levantamento da safra de grãos 19/20.

A colheita de feijão ficará acima da que foi estimada em julho. O país deve colher no total 3,18 milhões de toneladas, uma alta de 5,4%. A projeção anterior aponta 3,15 milhões de toneladas. A área plantada ficou em 2,9 milhões de hectares. 

A alta foi registrada no feijão-caupi que passou de 718,2 toneladas para 722,3 toneladas. O avanço em produção foi registrado em Minas Gerais, Mato Grosso, Pernambuco, Paraíba e Piauí. O Ceará teve a maior alta, passando de 144 toneladas para 155. A Bahia registrou uma pequena queda, passando de 112 toneladas para 107. 

 

O maior volume colhido é do feijão em cores, totalizando 1,9 milhão de toneladas. O feijão preto alcançou 500 toneladas.

 

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Recorde do Agro…

Recorde...

Agro bate recorde nas exportações

As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram a marca de US$ 61,2 bilhões e de 131,5 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a julho de 2020, um novo recorde para o período. Em relação aos primeiros sete meses do ano passado, o crescimento alcançado foi de 9,2% em valor e 17% na quantidade exportada.

De acordo com as informações divulgadaas pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) , o saldo da balança comercial do setor registrou superávit de US$ 54 bilhões, maior valor da história para o período. Os principais produtos exportados de janeiro a julho foram a soja em grãos (US$ 23,8 bilhões), a carne bovina in natura (US$ 4,2 bilhões), a celulose (US$ 3,6 bilhões), o açúcar de cana em bruto (US$ 3,5 bilhões) e o farelo de soja (US$ 3,5 bilhões). Esses cinco produtos representaram 62,9% da pauta exportadora do agro brasileiro no período.

A China foi o principal importador do Brasil, sendo destino de 39,2% dos embarques dos produtos agropecuários. A receita gerada com as exportações para o país asiático foi de US$ 24 bilhões no período. Na sequência vieram a União Europeia, para onde foram 16% das vendas externas brasileiras, Estados Unidos (6%), Japão (2,1%) e Hong Kong (2%). 

O mês de julho manteve o elevado patamar de vendas que vem acontecendo em 2020 e registrou recorde de exportações e do saldo comercial do agro para julho. Enquanto as vendas ao exterior somaram US$ 10 bilhões, o saldo comercial foi de US$ 9 bilhões. O volume das exportações alcançou 24,4 milhões de toneladas.  Em comparação ao mês de julho de 2019, o aumento no valor exportado em 2020 foi de 11,7%, enquanto os ganhos em volume chegaram a 19,2%. 

 

Os principais produtos exportados no mês foram a soja em grãos (US$ 3,6 bilhões), o açúcar de cana em bruto (US$ 790,5 milhões) a carne bovina in natura (US$ 690,7 milhões), o milho (US$ 662,3 milhões), e o farelo de soja (US$ 578,6 milhões). Os cinco produtos representaram 63,3% da pauta exportadora do mês. A China foi o destino de 38,4% das vendas externas em julho.

O destaque de julho foi o aumento de 8,1% nas vendas para os países islâmicos em relação ao mesmo mês do ano anterior. As exportações alcançaram US$ 1,7 bilhão, valor que representou quase 20% do total exportado pelo agro brasileiro em julho. Os produtos mais vendidos foram açúcar e soja. Egito, Turquia e Irã, os maiores compradores.

Setores – A Confederação analisou o desempenho de setores como chás, mate e especiarias, frutas, lácteos, pescados e produtos apícolas. Esses produtos estão no foco de atuação do projeto Agro.BR, uma parceria com a Apex Brasil para apoiar a exportação de pequenos e médios produtores, buscar novos mercados e ampliar a diversificação da pauta exportadora. Para o agregado dos primeiros sete meses do ano, as vendas de chás, mate e especiarias alcançaram US$ 203,8 milhões e tiveram alta de 19,8% em relação ao mesmo período de 2019, movimento gerado, sobretudo, pelas variações nas vendas de gengibre e pimenta do reino que tiveram aumentos de US$ 15,5 milhões e US$ 10,1 milhões, respectivamente.

 

As exportações brasileiras dos produtos deste setor registraram, no mês de julho, uma variação positiva de 52,8% em relação ao mesmo mês de 2019, e representaram US$ 30,4 milhões e 17 mil toneladas em exportações em julho de 2020.

Frutas – No agregado dos primeiros sete meses do ano, as quedas em valor e volume nas exportações de frutas foram de US$ 44,8 milhões e 4,1 mil toneladas respectivamente, o que fez com que as vendas atingissem a marca de US$ 440,1 milhões em 2020, frente aos US$ 485,4 milhões no ano anterior. Em julho desse ano, as exportações de frutas foram 15,4% maiores em valor e 38,4% maiores em peso em relação ao mesmo mês de 2019. O aumento foi puxado pelas exportações de mangas e maçãs, que registraram uma variação positiva de US$ 5,3 milhões e US$ 3,2 milhões, respectivamente, na mesma comparação.

Lácteos – As vendas do segmento de lácteos tiveram aumento de 22,8% em valor e 21,9% em volume entre janeiro e julho, puxadas pela alta nas exportações de leite em pó, leite modificado e creme de leite.  A receita gerada pelas exportações de produtos lácteos brasileiros no mês de julho foi 50,9% maior em relação à 2019, somando US$ 6,7 milhões. 

Pescados – Os pescados brasileiros apresentaram queda no valor exportado de US$ 17,8 milhões no acumulado dos primeiros sete meses de 2020. O total exportado foi de US$ 120,1 milhões. No mês de julho, a redução no valor exportado foi de 23,7%, em relação ao mesmo período do ano passado. As vendas totais somaram US$ 29,7 milhões.

 

Produtos apícolas – O setor registrou um aumento de 39,6% no valor e de 79,3% no peso exportado na comparação entre os primeiros sete meses de 2020 e 2019. A variação foi impulsionada pelo aumento de US$ 15,2 milhões nas vendas de mel brasileiro ao exterior de janeiro a julho desse ano, em relação a 2019.

Em julho, o mel registrou US$ 11,2 milhões e a cera de abelha US$ 638 mil em exportações, vendas maiores que as registradas no mesmo mês de 2019.

 

Fonte
AGROLINK

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Otimismo…

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Chuvas aumentam produção de feijão no Agreste de Pernambuco

Volume de águas pluviais constante em março deixou agricultores otimistas com a safra.

As chuvas constantes de março deixaram os produtores de feijão do agreste de Pernambuco otimistas. A expectativa de tanta produção animou a cooperativa da região a montar um maquinário para classificar e ensacar os grãos de mais de 700 agricultores.

70% do cultivo de feijão do estado está no agreste. São João, que fica a duzentos e seis quilômetros do Recife, é o maior produtor do estado. A cidade conta com mais de mil agricultores dedicados ao grão e tem mais de dez mil hectares com plantio de feijão.

Além de São João, outros dois municípios se destacam na produção de grãos: caetés e calçados. Eles movimentam mais de R$ 10 milhões por safra, de acordo com a federação de agricultura do estado.

Reportagem:

G1

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Quarentena…

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5 hábitos alimentares que a quarentena melhorou nas famílias

São 17 horas de algum dia e em vez de eu correr do trabalho para as atividades das crianças, estou guardando uma caixa enquanto meu lho de 7 anos descasca cenouras ao meu lado. No lugar de pegar qualquer coisa da geladeira antes de ir ao treino de futebol, minha família optou por estar sentada junta, para uma refeição caseira vegetariana.

No menu da noite: tacos de lentilha e couve-or.
Antes que você tenha a impressão errada de que tudo está indo muito bem na minha casa, não está. Mas, como uma nutricionista e mãe, eu tenho percebido alguns padrões dignos de atenção durante a pandemia, tanto na
minha própria família quanto no que meus clientes relatam todos os dias.

Algumas dessas mudanças de comportamento relacionadas à alimentação têm o potencial de se tornarem novos hábitos com benefícios a longo prazo. Aqui estão cinco comportamentos associados à dieta que eu espero que durem para além da quarentena.

1. Refeições em família
Pela primeira vez, algumas crianças têm, agora, os dois pais em casa para o almoço e jantar. Em um contraste triste, filhos de trabalhadores na linha de frente podem ter mais refeições longe dos pais. Cada um desses cenários ressalta a importância em se alimentar todos juntos sempre que possível. Um estudo descobriu que comer em família ajuda as crianças a terem uma melhor autoestima, mais sucesso na escola e reduz o risco de depressão e de uso de substâncias.

Achar um tempo para as refeições em família nem sempre é possível, ou fácil, em tempos normais, mas a esperança é que as pessoas continuem a priorizar essas experiências sempre que puderem. E lembre-se: não é apenas o jantar que conta. Mesmo um lanche rápido ou um café da manhã em família são valiosos.

2. Crianças aprendendo a cozinhar

Algumas famílias estão separando um tempo para levar as crianças para a cozinha. Essa é uma boa notícia, porque pesquisas mostram que isso favorece hábitos alimentares mais saudáveis na fase adulta. Um estudo de longa duração percebeu que adolescentes que aprendem a cozinhar entre os 18 aos 23 anos, comem mais vegetais, menos fast food e têm mais refeições em família uma década depois.

Aprender a cozinhar pode ser fascinante para as crianças, mas exaustivo para os pais. Não desanime se parecer que toda criança, menos os seus filhos, sabe refogar alguma coisa. Comece pelo básico, deixando que seu filho arrume lanches simples no prato. Nunca é muito cedo ou muito tarde, ou muito pouco, para dar autonomia às crianças na cozinha.

3. Comer mais proteínas vegetais
Nutricionistas passaram décadas encorajando as pessoas a comerem mais refeições vegetarianas. Agora, de repente, todo mundo está estocando todo tipo de grãos (feijão e lentinha, por exemplo). Eles estão experimentando tofu e hambúrguer vegetal feito em casa, e descobrindo que, com a receita certa, esses alimentos podem ser deliciosos.

Alternativas à proteína animal beneficiam a saúde individual e do planeta. Isso não significa que você deve se tornar vegetariano, mas você pode começar a pensar na carne de uma forma diferente. Torne-a menos um prato principal e mais como um condimento. Por exemplo, ao invés de grelhar um pacote inteiro de peitos de frango para o jantar, faça kebabs com menos e menores pedaços do frango no espeto. Ou crie uma salada colorida com salmão grelhado.

4. Favoreça o comércio local
Nas primeiras semanas da Covid-19, algumas estantes dos mercados se esvaziaram, enquanto fazendeiros aravam o campo com colheitas maduras e jogavam leite fresco pelo ralo. Problemas na cadeia de distribuição dos alimentos que se amplificaram durante a pandemia levaram as pessoas a buscarem fontes mais locais.

As vendas de farinhas moídas na região, peixes pescados de forma sustentável e programas agrícolas apoiados pela comunidade dispararam. Eu espero que essa tendência continue por muito tempo depois da pandemia, e aprofunde o nosso apreço por todos que garantem que a comida chegue à nossa mesa.

Outra crise é que 42 milhões de norte-americanos se deparam com insegurança alimentar, um número que tem aumentado diariamente durante a pandemia do novo coronavírus. Com aumento na consciência do problema da fome, pessoas têm se disposto a ajudar. Como meu amigo que decidiu doar a produção do próprio jardim para ajudar outras famílias em necessidade. Uma questão crítica que podemos fazer é defender políticas que aumentem o acesso de alimentos de qualidade e cuidados de saúde.

5. Mudar a mentalidade sobre saúde e bem-estar inclui autocompaixão
Comer é um das maneiras mais básicas que temos para cuidarmos de nós mesmos, e mudanças na rotina alimentar fazem as pessoas repensarem como elas definem o bem-estar.

Muitos dos meus clientes estão começando, gentilmente, a investigar suas relações com os alimentos e seus corpos. Com o devido apoio, eles estão criando um plano que será o “novo normal” para as refeições, que incluem a autocompaixão como uma prática diária.

Um exemplo são as meditações diárias curtas, que pesquisas apontam que melhoram muitos aspectos do bem-estar, incluindo a autovalorização e apreciação do próprio corpo. Uma das coisas mais importantes que eu espero que as pessoas mantenham depois da quarentena é um olhar mais amigável para si mesmas.

Pessoas se voltaram para a casa nesses tempos sem precedentes, descobrindo novos hábitos e ideias sobre o que realmente significa nutrir a si mesmas. Orgulhe-se tanto das grandes quanto das pequenas mudanças que você colocou em prática recentemente. Elas podem se transformar em hábitos novos em folha com benefícios a longo prazo. Eu incentivo todos a testarem pelo menos uma versão feita em casa de algum alimento que costumava comprar, porque cozinhar em casa melhora tanto a saúde quanto as relações.

*Nutricionista e instrutora de Nutrição da Universidade de Boston, nos Estados Unidos.

 

Fonte:
semprefamilia.com.br

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